Não tenho especial gosto por preocupações excessivas com aparências. É, no meu ponto de vista, um tanto ou quanto perda de tempo, quando se cai no exagero. Não percebo qual é a motivação para que alguém se desleixe no que, para mim, é fundamental, para se deixar antes levar pelo superficial; não vejo qual é a mais valia de ter uma capa bonita para mostrar quando se é um livro em branco.
Para mim, valores como a educação, não só a cívica como a intelectual, devem ter muito mais destaque no desenvolvimento pessoal, do que manter um cartão de visita agradável, não menosprezando. Principalmente, no que toca às crianças, acho que estes valores devem ser respeitados, e seguidos; é importante, na minha opinião, fazê-las ter gosto por saber mais, por aprender e qu
erer descobrir o que acontece para além do horizonte delas, deixá-las olhar para fora do que é o mundo habitual delas, aproveitar o seu natural altruísmo e paixão pela vida para que possam abrir caminho. Ensiná-las o que é humano, o que é bom e mau, o que significa conta peso e medida, e deixá-las perceber, dar-lhes tempo para pensar e para aprenderem a fazê-lo de modo cada vez mais completo e correcto. Até há pouco tempo, isto era tido por mim quase como adquirido; a preocupação de qualquer pai seria a educação do seu filho e o encaminhar deste para um futuro cheio de oportunidades e opções sensatas, mas afinal não é bem assim. Tende-se a pensar que temos muito tempo, que elas são muito pequenas, que não vão perceber; não se trata de torturá-las com informação, com etiqueta, ou com coisas que elas não conseguem compreender, trata-se de ensiná-las o que elas vão tendo de aprender, de explicar-lhes para que percebam, de dar-lhes a mão, mas não só, mostrar-lhes o porquê do dever ou não ter medo, abrir-lhes os horizontes que não conseguem abrir sozinhos, e guiá-los a pouco e pouco. Só tenho pena que haja gente que acha que uma cara bonita e qualquer outra coisa que a realce possam substituir tudo o que atrás foi descrito. E por isso, preocupações não são precisas, deixa para amanhã, não vale a pena fazeres hoje. Tenho medo que isso seja um corte de asas. Espero que não.
Para mim, valores como a educação, não só a cívica como a intelectual, devem ter muito mais destaque no desenvolvimento pessoal, do que manter um cartão de visita agradável, não menosprezando. Principalmente, no que toca às crianças, acho que estes valores devem ser respeitados, e seguidos; é importante, na minha opinião, fazê-las ter gosto por saber mais, por aprender e qu
erer descobrir o que acontece para além do horizonte delas, deixá-las olhar para fora do que é o mundo habitual delas, aproveitar o seu natural altruísmo e paixão pela vida para que possam abrir caminho. Ensiná-las o que é humano, o que é bom e mau, o que significa conta peso e medida, e deixá-las perceber, dar-lhes tempo para pensar e para aprenderem a fazê-lo de modo cada vez mais completo e correcto. Até há pouco tempo, isto era tido por mim quase como adquirido; a preocupação de qualquer pai seria a educação do seu filho e o encaminhar deste para um futuro cheio de oportunidades e opções sensatas, mas afinal não é bem assim. Tende-se a pensar que temos muito tempo, que elas são muito pequenas, que não vão perceber; não se trata de torturá-las com informação, com etiqueta, ou com coisas que elas não conseguem compreender, trata-se de ensiná-las o que elas vão tendo de aprender, de explicar-lhes para que percebam, de dar-lhes a mão, mas não só, mostrar-lhes o porquê do dever ou não ter medo, abrir-lhes os horizontes que não conseguem abrir sozinhos, e guiá-los a pouco e pouco. Só tenho pena que haja gente que acha que uma cara bonita e qualquer outra coisa que a realce possam substituir tudo o que atrás foi descrito. E por isso, preocupações não são precisas, deixa para amanhã, não vale a pena fazeres hoje. Tenho medo que isso seja um corte de asas. Espero que não.
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